embriagada pelo perfume das rosas, não necessitava de mais nada.
Segunda-feira, Dezembro 06, 2010
Segunda-feira, Abril 05, 2010
“a memória é uma ilha-de-edição”
pirilampos | vaga-lumeria | constelation
cabeças-falantes-mariachientas
fitas | nós | bobinasecarretéis encarnados
abraços enuvelolados
3.abr.2010 ~ 22:47 aprés mimulus, por um fio
* "a memória é uma ilha-de-edição" - waly salomão
cabeças-falantes-mariachientas
fitas | nós | bobinasecarretéis encarnados
abraços enuvelolados
3.abr.2010 ~ 22:47 aprés mimulus, por um fio
por um fio, mimulus cia. de dança from miki w. on Vimeo.
* "a memória é uma ilha-de-edição" - waly salomão
Segunda-feira, Outubro 12, 2009
o que seria de mim sem você, my beloved chérie?
my beloved chérie
o que seria de mim sem a sua crença?
decerto que meus sonhos
já se teriam afogado em lágrimas
já teriam sido enterrados para sempre
nem ao menos eles estariam esparramados ao mar
como as mais preciossas coisas de aimar
merci por acreditar em mim
quando eu mesma já tinha desistido sem saber
merci por me ninar, me mimar, me consolar
o que seria de mim sem você?
para p. de m. em 12.out.2009 ~ 13:32
Terça-feira, Setembro 15, 2009
caminhos do coração
o outro escreve, espicaça, dança – frente a teus olhos
o outro fala, conta, afaga, encanta.
e depois de te deixar louco,
veste uma capa e parece ser outra pessoa.
o outro está confuso
o outro não consegue saber nem quem ele próprio é
nem onde ele está
nem para onde deseja ir
você lê as palavras, você ouve as palavras, aspira os perfumes
você vê tudo o que o outro pinta
você sente a sua presença
o contato da pele, o som da voz
e o coração ~ confuso com tanta confusão ~ sofre.
você o classifica de daltônico, astigmata, míope
você o deslinda como alguém que enxerga tudo trocado
embaralhando os sentimentos
como se a fome ou o cansaço se pudessem confundir com o Amor
será que podem?
os caminhos que levam ao coração
têm aclives, esconderijos, trilhas de mata fechada, armadilhas
não são fáceis nem simples de compreender
ele [o coração] também tem sentimentos
que nem a gente mesmo entende bem o que é
em contrapartida, há recantos ensolarados
lugares de se fazer pique-nique
e tomar chá da tarde com vestidos enfeitados
pequenos oásis no meio do caminho
para que não percamos ~ de vez ~ as nossas esperanças.
eu realmente não sei se o seu coração é daltônico
só sei que o amo, seja como ele for.
in reply @flavito ~ ‘post-it olhos-coração’
o outro fala, conta, afaga, encanta.
e depois de te deixar louco,
veste uma capa e parece ser outra pessoa.
o outro está confuso
o outro não consegue saber nem quem ele próprio é
nem onde ele está
nem para onde deseja ir
você lê as palavras, você ouve as palavras, aspira os perfumes
você vê tudo o que o outro pinta
você sente a sua presença
o contato da pele, o som da voz
e o coração ~ confuso com tanta confusão ~ sofre.
você o classifica de daltônico, astigmata, míope
você o deslinda como alguém que enxerga tudo trocado
embaralhando os sentimentos
como se a fome ou o cansaço se pudessem confundir com o Amor
será que podem?
os caminhos que levam ao coração
têm aclives, esconderijos, trilhas de mata fechada, armadilhas
não são fáceis nem simples de compreender
ele [o coração] também tem sentimentos
que nem a gente mesmo entende bem o que é
em contrapartida, há recantos ensolarados
lugares de se fazer pique-nique
e tomar chá da tarde com vestidos enfeitados
pequenos oásis no meio do caminho
para que não percamos ~ de vez ~ as nossas esperanças.
eu realmente não sei se o seu coração é daltônico
só sei que o amo, seja como ele for.
in reply @flavito ~ ‘post-it olhos-coração’
fumaças
e eu, do outro lado do vidro, sorrio
vejo suas mãos ~ agora aquecidas ~
envolvendo a caneca de chocolate pelando de quente
os olhos vivos e vívidos
sempre repletos de curiosidade
curiosidade em desvendar o mundo.
os olhos é que sorriem
embora apenas os cantos dos lábios é que se contorçam um pouco
ali está o tobogã, a neve que se estende até o infinito
pessoas desconhecidas num lugar desconhecido
nós não somos desconhecidas
~ ou será que somos? ~
mas seria improvável que nos encontrássemos justo ali
estendo a mão, estou encapotada.
minhas bochechas são ainda mais vermelhas
do que o rouge com o qual as gosto de pintar
minha respiração faz fumacinha contra o ar gelado
você agora sorri um sorriso inteiro
inteiro em todos os sentidos
e nas fumaças ~ a minha e a sua ~
eu volto para o lugar onde meus pés se encontram
mas guardo você sempre no coração.
aqui, mas lá, aí, sempre com você
tua, mikota ~ 15.set.2009 11:25
in reply @pakalil ~ ‘smooth chocolate’
vejo suas mãos ~ agora aquecidas ~
envolvendo a caneca de chocolate pelando de quente
os olhos vivos e vívidos
sempre repletos de curiosidade
curiosidade em desvendar o mundo.
os olhos é que sorriem
embora apenas os cantos dos lábios é que se contorçam um pouco
ali está o tobogã, a neve que se estende até o infinito
pessoas desconhecidas num lugar desconhecido
nós não somos desconhecidas
~ ou será que somos? ~
mas seria improvável que nos encontrássemos justo ali
estendo a mão, estou encapotada.
minhas bochechas são ainda mais vermelhas
do que o rouge com o qual as gosto de pintar
minha respiração faz fumacinha contra o ar gelado
você agora sorri um sorriso inteiro
inteiro em todos os sentidos
e nas fumaças ~ a minha e a sua ~
eu volto para o lugar onde meus pés se encontram
mas guardo você sempre no coração.
aqui, mas lá, aí, sempre com você
tua, mikota ~ 15.set.2009 11:25
in reply @pakalil ~ ‘smooth chocolate’
Domingo, Agosto 09, 2009
o lindo das laranjas, bolo ou poesia?
foi ao supermercado e
não pôde deixar de se maravilhar
com o lindo das laranjas.
eram tão ingênuas
que teve vontade
de fazer um bolo de laranja com casca.
ou uma poesia.
chegou em casa e,
ao invés disso,
fez suco para sua gelatina.
a poesia teria que esperar...
não pôde deixar de se maravilhar
com o lindo das laranjas.
eram tão ingênuas
que teve vontade
de fazer um bolo de laranja com casca.
ou uma poesia.
chegou em casa e,
ao invés disso,
fez suco para sua gelatina.
a poesia teria que esperar...
para meu pai
ontem na estrada
triste e acabrunhada
magoada e infeliz
vi a lua correndo por entre as árvores
foi a coisa mais bonita
a lua redonda, cheia e grávida
plena e segura de si
corria feliz
cortando céus, estrada, árvores, matas, verdes, pretos
e corações magoados
lembrei "da menina que fui um dia"
dos passeios para a casa da obatchan
do meu pai dirigindo o velho opala
opala - nome tão bonito
pensando agora posso até quase sentir o cheiro que vinha do automóvel
eu sempre enjoava
mas adorava olhar a lua a brincar na janela
e as estrelas
e os postos
e os sorvetes de cereja
e o roda-roda
e as mexericas de goma
infância deliciosa e inesquecível
hojé é dia dos pais
e eu tenho saudades do meu
ele está longe e eu não vou vê-lo
mas o guardo em meu coração
apesar de tudo
triste e acabrunhada
magoada e infeliz
vi a lua correndo por entre as árvores
foi a coisa mais bonita
a lua redonda, cheia e grávida
plena e segura de si
corria feliz
cortando céus, estrada, árvores, matas, verdes, pretos
e corações magoados
lembrei "da menina que fui um dia"
dos passeios para a casa da obatchan
do meu pai dirigindo o velho opala
opala - nome tão bonito
pensando agora posso até quase sentir o cheiro que vinha do automóvel
eu sempre enjoava
mas adorava olhar a lua a brincar na janela
e as estrelas
e os postos
e os sorvetes de cereja
e o roda-roda
e as mexericas de goma
infância deliciosa e inesquecível
hojé é dia dos pais
e eu tenho saudades do meu
ele está longe e eu não vou vê-lo
mas o guardo em meu coração
apesar de tudo
Sexta-feira, Agosto 07, 2009
constelação de carneiros
os carneiros carneirantes vieram me encontrar
um, dois, dez – 1240
a constelação inteira de carneiros enuvelolados
apareceram acima do mar
e também trouxeram escondido
a convenção de dragões
que sempre acontece junto ao pôr-do-sol
eu e ella recebemos de coração aberto
essa remessa-rebanho
que meu irmão fofo enviou
de lá da terra que tem perfume de capim-limão
para me encontrar
aqui, no mar do japão
7.ago.2009 ~ 17:03
para f.
dia da noite no céu sem lua

tinha passarinhos amarelos
roupas coloridas no varal
uma grade rosa sujo
emoldurando tudo
e mais um pouco
e mais um pouco
de inspiração mangueirense
puído e mal-cuidado
o predinho espremia-se apertado
ao lado de construção gigantesca, abobalhada e catatônica
era sujo
era feio
e no topo vivia um corticinho
mas tomei amor por ele
e assaltou em mim a vontade de ali morar
no meio do musgo
da pintura descascada
do varal improvisado
dos passarinhos amarelos presos
no dia da noite no céu sem lua
7.ago.2009 ~ 15:29
Quarta-feira, Julho 08, 2009
céu de abalone
dedicatória: para f.
para ler ouvindo: castle time por chris garneau
caminhou
olhou no rebordo do poço
e lá dentro, embaixo, viu
não o seu reflexo
mas sim
a nuvem peleta que escondia o esplendor do sol
pintando tudo de um laranja brilho e, ao mesmo tempo, fosco
e por sobre sua cabeça
nuvens brancas fiapentas se dissolviam
em róseos-violáceos e azuis-esverdeados
como se fossem uma esquecida e não tão benquista abalone (cheirando um pouco a ranço)
contra o chumbo-azulado daquele céu de inverno
o que não sabia
era que as nuvens nuvelolentas queriam ocultar a convenção de dragões
mas, era inútil, porque em seu seio brilhavam com tanta vontade
que era besteira, puerilidade ou insensatez
acreditar que podiam esconder aquilo de alguém.
por um minuto achou que seria engolida pelo poço.
para ler ouvindo: castle time por chris garneau
caminhou
olhou no rebordo do poço
e lá dentro, embaixo, viu
não o seu reflexo
mas sim
a nuvem peleta que escondia o esplendor do sol
pintando tudo de um laranja brilho e, ao mesmo tempo, fosco
e por sobre sua cabeça
nuvens brancas fiapentas se dissolviam
em róseos-violáceos e azuis-esverdeados
como se fossem uma esquecida e não tão benquista abalone (cheirando um pouco a ranço)
contra o chumbo-azulado daquele céu de inverno
o que não sabia
era que as nuvens nuvelolentas queriam ocultar a convenção de dragões
mas, era inútil, porque em seu seio brilhavam com tanta vontade
que era besteira, puerilidade ou insensatez
acreditar que podiam esconder aquilo de alguém.
por um minuto achou que seria engolida pelo poço.
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