
tinha passarinhos amarelos
roupas coloridas no varal
uma grade rosa sujo
emoldurando tudo
e mais um pouco
e mais um pouco
de inspiração mangueirense
puído e mal-cuidado
o predinho espremia-se apertado
ao lado de construção gigantesca, abobalhada e catatônica
era sujo
era feio
e no topo vivia um corticinho
mas tomei amor por ele
e assaltou em mim a vontade de ali morar
no meio do musgo
da pintura descascada
do varal improvisado
dos passarinhos amarelos presos
no dia da noite no céu sem lua
7.ago.2009 ~ 15:29

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