Segunda-feira, Julho 15, 1991

Uma troca de olhares casual, um sorriso à meia luz, um simples toque...

Dentro de si, uma revolução!

O coração batendo descompassado, o corpo a tremer...

Suave como a brisa marinha da tarde, sutil como o perfume da rosa.

“Me liga?”

Os olhos fechados ouvindo o telefone tocar durante o sono agitado.

“Vê se não vai sumir...”

Bonito ver um sentimento singelo a brotar no coração das pessoas. Algo num misto de sensações alegres e arrebatadoras... algo que não se sabia como distingüir exatamente.

Pensara o amor ser “mole como requeijão...”, pensara o amor ser algo indefinível... o amor... via-o agora, embrenhado de uma maneira tal com os outros sentimentos no coração que, talvez por isso, ficasse difícil defini-lo, delineá-lo...

E, de repente, assim falando, uma nostalgia invadiu o peito e fez lembrar os tempos da infância, na escola, por entre as grades de folhas verdes... impossível esquecer...

Ouviu o barulho do carro se afastando... viu a face dele delineada pela fraca luz noturna... As imagens, tornaram-se difusas e os sons, incompreensíveis... tudo se apagou, a noite chegou...

14.vii.1991

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