Terça-feira, Abril 23, 1991

E o Mar... Sempre o Mar...

O tempo voara... Quando dera por conta, os ventos fustigantes do inverno já varriam as ruas da cidade, carregando consigo folhas secas da estação passada.

O dia se fez cinza e uma tristeza enorme envadiu o ser. Talvez fosse uma crise existencial, talvez fosse uma crise de identidade... [...]

O corpo parecia jazer como uma massa inerte. Sentia como se as forças houvessem sido sugadas gota a gota. [...]

E o tempo passa, apenas passa... Por que não ser poeta? Por quê?

Começaria então a voar, viajando pelo mundo das palavras, com constantes inspirações pelo Mar... Talvez uma tolice, talvez apenas mais um sonho inversossímil.

E quando, mais tarde, voltar no tempo, talvez encontre as respostas para tantas perguntas que, agora, não têm resposta.

Amanhã o sol vai brilhar, dourando o céu com seus raios carmim. Caminhará sobre as pedras do asfalto, mas lembrará das areias das dunas de Floripa [...]

23.vi.1991

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